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.: O sobrado do coronel Fernando Prestes de Albuquerque :.

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|||No seu livro "Heroísmo Desconhecido" (1987), o saudoso jornalista e advogado Edmundo Prestes Nogueira (in memoriam) nos relata que por ocasião da Revolução de 1924, o município de Itapetininga iniciava na praça das Escolas e terminava na rua General Carneiro, abrangendo em torno de 18 a 20 mil habitantes.

|||Mas essa pequena e briosa população estava destinada a presenciar grandes feitos de seus cidadãos na luta pela liberdade e pela democracia não só em 1924, como em 1930, 1932 e posteriormente em 1945, na II Guerra Mundial.

|||Contudo, foi num sobrado sito naquela rua General Carneiro, sob o número 12, que iniciava-se a odisséia de Itapetininga em todos aqueles importantes anos para a história de nosso Brasil.

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Sobrado de nº 12 da rua General Carneiro em 1920

Fonte: Livro "Itapetininga antiga em fotos" (2009) p.119

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|||Tratava-se da residência-sede de propriedade de terras pertencentes ao coronel Fernando Prestes de Albuquerque, propriedade essa que, segundo a historiadora Margaret Grazioli, do Instituto Histórico Geográfico de Itapetininga (IHGGI),  ocupava um quarteirão, da rua Sofia Cerqueira até o final da rua General Carneiro, compreendendo entre 1 mil e 2 mil metros quadrados, aproximadamente. De acordo com Margaret Grazioli, após a Revolta da Armada em 1893, o sobrado tornou-se o centro político de Itapetininga, recebendo autoridades dos diversos segmentos do governo, tanto em tempos de paz como em guerra, tal como ocorreu na Revolução de 1924,  quando o local se tornou  sede do governo estadual, na ocasião da assunção do coronel Fernando Prestes à presidência do Estado de São Paulo.

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Sobrado de nº 12 da rua General Carneiro em 2011: atual sede da DER.2.

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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|||Por fim, em 1931, o sobrado foi demolido e no seu lugar foi construído nesse mesmo ano imponente prédio que nas décadas de 30 e 40 foi ocupado por unidades militares da Força Pública do Estado de São Paulo e do Exército Brasileiro, vindo a se tornar, ao final da década de 50, sede da atual 2º Divisão Regional do Departamento de Estradas e Rodagem, a DER.2.

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.: Nas revoluções de 1924, 1930 e 1932 :.

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|||Segundo nos conta o jornalista Edmundo Prestes Nogueira na página 34 de seu livro "Heroísmo Desconhecido" (1987), o telefone do sobrado de nº 12 "tocava insistentemente" comunicando a adesão de amigos, voluntários e correligionários para comporem o Batalhão Fernando Prestes, que ao lado do Batalhão Ataliba Leonel e de um esquadrão de Cavalaria, formariam a legendária COLUNA SUL que libertou as cidades de Sorocaba, Votorantim e finalmente a capital do Estado de São Paulo, ao combater os revoltosos que haviam tomado aquelas cidades nos meses de julho a agosto de 1924.

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Alguns oficiais e praças do Batalhão Fernando Prestes

Fonte: Livro "Itapetininga antiga em fotos" p.192

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|||Com o término da Revolução de 1924, veio a Revolução de 1930 e novamente o sobrado dos Prestes se viu centro das decisões políticas e militares de Itapetininga em face dos acontecimentos oriundos da tomada da presidência da República por Getúlio Vargas.

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Rua General Carneiro em 1930. Sobrado de nº 12 (à direita)

Fonte: Livro "Itapetininga antiga em fotos" (2009) p.120

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|||Não nos foi possível precisar até o momento de publicação desse texto quando o sobrado localizado na rua General Carneiro nº 12 deixara de pertencer à família Prestes e fora vendido (ou talvez doado) ao Estado de São Paulo.

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Rua General Carneiro em 2011. Atual prédio da DR.2 no nº 196: ex-quartel (à direita)

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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|||Não obstante, descobrimos por intermédio da obra "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931) dos autores Euclides Andrade e 1º tenente Hely F. da Camara, que o lendário casarão fora demolido e no seu lugar, agora sob o nº 196 da rua general Carneiro, vasto prédio de aquartelamento militar, com área de comando, salão nobre, divisões administrativas e de pessoal, alojamentos e refeitórios de oficiais, sargento e praças, reservas de armamento, bem como extenso pátio de formatura, além de garagem para viaturas e baias para cavalaria fora construído pelo governo do Estado de São Paulo para alojar o 8º Batalhão de Caçadores da Força Pública, no exato ano de 1931.

|||A descoberta relativa ao ano exato de construção desse prédio constituiu para nós motivo de grande satisfação pelo esclarecimento de suas origens históricas, porquanto tal data encontrava-se desconhecida até mesmo pelo atual ocupante do prédio, a DER.2.

|||A página de nº 124 do livro "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931) dos autores Euclides Andrade e 1º tenente Hely F. da Câmara, a seguir apresentada, pôs fim ao impasse e elucidou essa dúvida que persistiu por décadas em Itapetininga.

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Página 124 do livro "A Força Pública de São Paulo" (1931)

dos autores Euclides Andrade e 1º tenente Hely F. da Câmara

Fonte: "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931)

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|||Tais descobertas ocorreram graças a intervenção do coronel PM Luiz Eduardo Pesce de Arruda, da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) a do historiador Afrânio Franco de Oliveira Mello, membro do IHGGI. O primeiro por nos ter informado da existência dessa obra e o segundo por nos a ter gentilmente emprestado, cópia que recebeu de presente do primo itapetiningano e emérito historiador da PMESP e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, coronel PM reformado Edilberto de Oliveira Melo, em 1982.

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Sobreposição com fotos atuais dos locais constantes

na página 124 do livro "A Força Pública de São Paulo" (1931)

Fonte: "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931) e Acervo MMDC Itapetininga

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|||A seguir apresentamos as unidades militares que ocuparam o prédio do DER.2. desde o ano de 1931, quando da construção do prédio, até fins de agosto de 2011, quando da publicação dessa pesquisa.

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.: Unidades Militares que ocuparam o atual Prédio da DER.2 :.

.: Do 3º Batalhão de Infantaria para o 8º Batalhão de Caçadores Paulistas :.

(de 1931 a 11 de outubro de 1932)

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|||Conforme consta na página de nº 124 do livro "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931), veio para ocupar o prédio construído pelo governo do Estado de São Paulo, no nº 126 da rua general Carneiro, o 8º Batalhão de Caçadores Paulistas, unidade da Força Pública do Estado de São Paulo (Atualmente denominada Polícia Militar) nessa cidade destacada para garantir a segurança pública de seus cidadãos.

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Frente da sede do 8º Batalhão de Caçadores Paulista

Fonte: Acervo Histórico do DER.2.

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|||No entanto, pesquisas realizadas junto à obra "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934) de autoria de João Netto Caldeira apontam que não se tratava exatamente do 8º BCP que para Itapetininga veio ocupar o recém-construído prédio, mas sim o 3º Batalhão de Infantaria (3º BI).

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Parágrafos da página 78 de "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

que mencionam a construção do prédio para o 3º Batalhão de Infantaria

Fonte: "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

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|||De fato, é o que lemos na página 78 da referida obra, cujo trecho que apresentamos acima nos foi gentilmente fornecido pelo professor e historiador Mário Celso Rabelo Orsi Júnior, presidente do IHGGI.

|||Diante de tais constatações e do que podemos estudamos na obra "Resumo Histórico da Polícia Militar" (1967), do autor coronel PM Luiz Sebastião Malvásio, bem como nos boletins regimentais do 8º Batalhão de Caçadores Paulistas (8º BCP), atual 8º Batalhão de Polícia Militar do Interior (8ºBPM/I), em Campinas, SP, nos é lícito afirmar que encontrarmos a última peça que faltava para elucidar o intrincado quebra-cabeça das diferentes unidades militares que aquarteladas ficaram no imponente prédio da rua general Carneiro.

|||Com efeito, segundo o que consta nas páginas 115 a 118 da obra do coronel PM Malvásio, aprendemos que o 3º Batalhão de Infantaria fora criado pela lei nº 776 de 28 de junho de 1901, sob esta designação e com um efetivo de 21 oficiais e 1.233 praças.

|||A 3 de maio de 1927, recebe o batalhão ordens para ocupar o recém construído prédio de aquartelamento da Força Pública na rua general carneiro (atual prédio do DER.2 que construído fora pela engenharia da Força Pública para aquele fim). Uma vez instalada neste prédio, a unidade aqui permaneceu até 7 de outubro de 1932, quando retirou-se para a capital e de lá, em maio de 1941, seguiu para Campinas, onde existe hoje sob a denominação de 8º Batalhão de Polícia Militar do Interior, na avenida João Jorge, nº 499.

|||A denominação de 8º Batalhão de Caçadores Paulistas, que tornou esse batalhão lendário nas ações de guerra empreendidas nas barrancas de Itararé, Rio das Almas e Paranapanema durante a Revolução de 32, lhe foi dada a 11 de setembro de 1931, data na qual a Força Pública do Estado de São Paulo passou por expressiva reformulação da organização de seus efetivos e unidades (MALVÁSIO, 1967, p.118).

|||Nossas buscas nos fizeram ainda visitar o Museu da Revolução de 32 sediado no 8º BPM/I no mês de outubro e lá tivemos acesso à coleção de Boletins Regimentais do então 8º BCP no qual lemos o seguinte lançamento

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BOLETIM REGIMENTAL DE Nº 165 DE 14 DE Julho DE 1929

Commando do terceiro batalhão de infantaria da Força Pública do Estado de
são Paulo. Quartel em Itapetininga, 14 de julho de 1929

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Aos catorze dias do mes de julho do anno de mil novecentos e vinte e nove, sendo  presidente da republica o excellentissimo senhor Dr. Washighton Luiz Pereira de Souza, Presidente do Estado, o excellentissimo Senhor Dr. Julio Prestes de Albuquerque, secretario de justica e segurança publica, o excellentissimo senhor Dr. Antonio Carlos de Salles Junior, Chefe de Policia, o  Excellentissimo Senhor Doutor Mario Bastos Cruz e o commandante Geral da Força Publica, o excellentissimo senhor Coronel Joviniano Brandão, com a presença dos senhor Tenente Coronel Pedro de Moraes Pinto, comandante do batalhão, Major Genesio de Castro e Silva, fiscal e capitães Juvenal Baptista Gomes, Carlos Vasconcellos, Raul Pinto de Mello, Custodio Rodrigues de Moraes, Cicero Bueno Brandão e tenentes Izaltino de Almeida, José  Feliciano Martins, Fredolino Ferreira Prates, Saturnino Pereira de Souza e Aymoré França e também as praças dessa unidade foi procedida com a maior simplicidade a solemnidade do acto de lançamento da pedra fundamental do quartel do batalhão, do que se lavrou esta acta em tres vias, sendo o original dactilografado e depois transcripto no presente botelim e juntamente com o resumo histórico relativo à vida do batalhão, no periodo decorrido de oito de agosto do anno de mil novecentos e um até o dia de hoje, jornaes do dia, moedas de nickel e prata correntes no paiz e um medalhão de bronze com a esphinge do presidente da republica, encerrado no interior da referida pedra, que foi devidamente fechada na presença de todos pelo comando do batalhão. E por ser verdade, lavrei este documento que vae por mim assignado e pela oficialidade do batalhão. Eu, Custodio Rodrigues de Moraes, capitão, o dactilographei.

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|||Esclarecidos os fatos que caracterizaram a vinda do 8º BCP para Itapetininga, nos resta apontar a importância histórica que esta unidade teve não só só pelos relevantes serviços que prestou à garantia da lei e da ordem no município, mas também pelo fato de que fora a unidade que mais teve em suas fileiras itapetininganos que combateram por São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 32.

|||Um destes filhos de Itapetininga foi Durvalino de Toledo, que no 8º BCP assentou praça, a fim de poder continuar como goleiro do time de futebol da unidade, nos idos de 1931.

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Major João Procópio da Silva

Comandante do 8º Batalhão de Caçadores Paulista em 1931

Fonte: "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931)

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|||É de se acreditar, inclusive, que jovem Durvalino tenha sido uma das prováveis testemunhas oculares da derrubada do casarão dos Prestes para a construção do prédio da atual DER.2, mas essas são especulações sadias e que poderão despertar pesquisas futuras.

|||Outrossim, sabemos de informações prestadas pelo casal João Olympio de Oliveira Júnior e Teresa de Jesus Cardoso Oliveira no livro "Memórias de Itapetininga" que publicaram em 2008, que com o início da revolução a 9 de julho de 1932, o prédio ocupado pelo 8º BCP tornou-se aquartelamento para centenas de voluntários que afluiam em massa para Itapetininga e necessitavam de alojamento, instrução e alimentação tendo em vista a formação de batalhões que na cidade havia se iniciado no dia 12 daquele mesmo mês.

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Oficialidade do 8º Batalhão de Caçadores Paulistas em 1931

Fonte: "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931)

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|||No seu livro "Vitória ou Derrota" (1936), o general de divisão Dilermando Cândido de Assis nos relata na página 272 que as unidades voluntárias naquele prédio formadas e compostas de cidadãos de Itapetininga e demais cidades da região foram o 3º Batalhão de Caçadores Voluntários (374 homens), o Batalhão Paulista de Pirassununga (218 homens), o Batalhão Floriano Peixoto (172 homens) e o Batalhão Felipe Camarão (250 homens).

|||Quando estourou a revolução, ocupava o futuro prédio do DER.2. outro batalhão da Força Pública, a saber, o 4º Batalhão de Caçadores Paulistas, sendo que o 8º BCP se encontrava destacado no município de Capão Bonito (ASSIS, 1936, p.273).

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Enfermaria do Quartel General do Exército Revolucionário do Setor Sul em 1931

Fonte: "A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO" (1931)

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|||No primeiro combate que participaram os paulistas do Setor Sul, ocorrido em Itararé nas jornadas de 17 a 18 de julho, lá estiveram os soldados do 8º BCP, bem como os cavalarianos do 1º Regimento de Cavalaria Paulista, a enfrentar com denodo as forças legalistas advindas do Paraná.

|||Na página 117 de "Resumo Histórico da Polícia Militar" (1967), o coronel PM Malvásio confirma essas informações, ao relatar que o  8º BCP enfrentou as forças legalistas nas jornadas de 17 e 18 de agosto em Capão Bonito e de 10 a 20 de setembro, no famigerado combate do Cerrado, ocorrido no Rio das Almas.

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 A antiga enfermaria do Quartel General: hoje uma das repartições pertencentes ao DER.2.

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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|||Com o término da revolução em 2 de outubro de 1932, o governo do Estado de São Paulo determinou que para Itapetininga fosse transferido o 7º Batalhão de Caçadores Paulistas, unidade que durante a revolução estava aquartelada em Guapiara (ASSIS, 1936, p.273) e que uma vez em Itapetininga ainda naquele mesmo mês, iniciaria uma nova página de relevantes serviços prestados à segurança pública local enquanto sediada naquele já histórico prédio.

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.: 7º Batalhão de Caçadores Paulistas :.

(11 de outubro de 1932 a novembro de 1935)

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|||Destarte, mais precisamente a 11 de outubro de 1932,  o comandante do 7º Batalhão de Caçadores Paulista recebia do comando da Força Pública do Estado de São Paulo as seguintes ordens publicadas no Boletim Geral nº 237:

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"(...) Atendendo às necessidades da manutenção da ordem pública no interior do Estado e conforme a determinação do Senhor Chefe de Polícia, deverão seguir no mais curto prazo possível, os destacamentos recolhidos por ocasião da mobilização geral. As sedes dos batalhões destacados serão localizados nas seguintes cidades: 3º BCP - Ribeirão Preto, 4º BCP - Bauru, 5º BCP - Taubaté, 6º BCP - Santos, 7º BCP - Itapetininga, 8º BCP - Campinas e 9º BCP na Capital (...)” (Boletim Geral nº 237 de 11 Outubro de 1932, grifos nossos, fonte: http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/5bpmi/index.htm)

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Oficiais do 7º Batalhão de Caçadores Paulista em 1934

Fonte: Livro "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

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|||No curso de nossa pesquisa sobre o 7º BCP, chegou em nossas mãos pelo Prof. Mário Celso Rabelo Orsi Júnior, presidente do IHGGI, a obra ALBUM DE ITAPETININGA, de João Netto Caldeira, onde nas páginas 78 a 83 encontramos esclarecedoras informações acerca dessa "briosa unidade" como mesmo definiu o autor.

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Cassino dos graduados (sargentos e cabos) do 7º BCP em 1934

Fonte: Livro "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

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|||Com efeito, sobre as origens do 7º BCP, eis o que João Netto Caldeira nos relata na página 78 (transcrito na ortografia da época):

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|||(...) desde 16 de dezembro de 1932 tem em sua sede nesta cidade o brioso 7º Batalhão de Caçadores da Força Pública do Estado. Unidade disciplinada, graças ao zelo de seu digno comandante e à fiel compreensão que a garbosa officialidade e praças têm de seus deveres militares e sociaes, gosa de muita sympathia entre nós, estando aquartelado no grande prédio construído para o então 3º Batalhão de Infantaria, com frente na rua General Carneiro (...) (p. 78, grifos nossos).

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A Banda de Música do 7º Batalhão de Caçadores em 1934

Fonte: Livro "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

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Graduados (anspeçadas, cabos e soldados) do 7º Batalhão de Caçadores em 1934

Fonte: Livro "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

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|||Maiores informações sobre o 7º BCP não nos foi possível levantar, mas o que se sabe na sua plenitude é que a importância dessa unidade para a história de Itapetininga não poderia aqui deixar de ser ressaltada, seja pelos relevantes serviços prestados à segurança pública de nossa cidade naqueles idos, seja pela admiração que inspirou à população sob sua guarda, o que se pode depreender das palavras de João Netto Caldeira, que nos conta na página 79 que o

(...) O povo de Itapetininga sente-se bem com a permanência, aqui, da sede dessa unidade da polícia estadoal, pois a população só tem merecido o respeito e a deferencia dos valentes militares, sem distincção de categoria (...) (p. 79, grifos nossos).

||||||Outrossim, as instalações de nosso histórico prédio serviram a Força Pública Paulista até junho de 1935, quando o 7º BCP foi transferido de Itapetininga para o município de Sorocaba, onde atualmente existe e se encontra sob a denominação de 7º Batalhão de Polícia Militar do Interior (7º BPM/I).

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Foto. tenente coronel Salvador de Moya, comandante do 7º BCP em 1934

Fonte: Livro "ALBUM DE ITAPETININGA" (1934)

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.: 5º Batalhão de Caçadores :.

(junho de 1935 a dezembro de 1947)

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|||Segundo estudo genealógico gentilmente realizado pelo Arquivo Histórico do Exército (AHEx) para a nossa pesquisa, viemos a constatar que fotos e depoimentos da época estavam certos quando afirmaram que esta unidade do Exército Brasileiro veio a ocupar o prédio deixado pelo 7º BCP em novembro de 1935 e ali existir por pouco mais de uma década.

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Frente da sede do 5º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro

Fonte: Acervo Histórico do DER.2.

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|||Tratava-se do 5º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro (5º BC), que segundo o mesmo estudo, originou-se do 12º Batalhão de Infantaria (1888), o qual foi transferido sob a denominação de 5º BC para as localidade de Lorena, SP (1919), Rio Claro, SP (1923), São Paulo capital (1934) e finalmente atingindo Itapetininga em novembro de 1935 para ali existir até 1947 quando foi declarado sem efetivo.

|||Segundo o estudo da AHEX, o primeiro comandante dessa unidade foi o tenente coronel de infantaria Antonio Tomé Rodrigues, que assumiu o batalhão em 5 de novembro de 1934 e o com ele veio para Itapetininga em 5 de junho de 1935, data que sinalizada a instalação do 5º BC no atual prédio da DER.2.

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 A antiga enfermaria do 5º BC na década de 40

Fonte: Acervo da Coleção Osvaldo de Souza Filho

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|||Já o seu último comandante foi o tenente coronel de infantaria Edgard Baxbaum que assumiu o comando em 15 de abril de 1946 e o deixou em 14 de março de 1947. Finalmente, a 31 de dezembro de 1947, o 5º BC é declarado extinto.

|||Não obstante, cabe resgatar aqui o importante valor que essa unidade teve para a cidade de Itapetininga , porquanto foi nela que se deu a formação de reservistas para o Exército nacional nos doze anos anos em que nesta cidade ela funcionou.

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Cerimônia de Juramento à Bandeira no pátio de formatura do 5º BC (década de 40)

Fonte: Acervo Histórico do DER.2.

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|||De fato, foram quase dez turmas de jovens itapetininganos que ali prestaram o Serviço Militar, sendo que pouco mais de trinta deles vieram a ser convocados para ingressar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) com destino os campos da Itália para lutarem contra as forças nazi-fascistas pela liberdade e pela democracia.

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Pátio de formatura do 5º BC: atual campo de futebol pertencente ao DER.2

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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|||Um destes jovens foi Victório Nalesso, nascido em 4 de julho de 1922 e que prestou o serviço militar em 1944 no 5º BC como soldado de nº 983. Anos mais tarde, na década de 50, Victório e seus companheiros veteranos da II Guerra Mundial fundaram a Associação dos Ex-Combatentes do Brasil - secção Itapetininga.

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Victório Nalesso na sua incorporação no 5º BC em 9 de março de 1944

e quando pracinha da FEB ao final da guerra em setembro de 1945

Fonte: Livro "DIÁRIO UM COMBATENTE" (pag. 17, 19 e 141)

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|||Nos anos que seguiram o término de II Guerra Mundial, o 5º BC já se encontrava em processo de transferência para Lorena, SP e quando oficialmente deixou de existir na cidade de Itapetininga, em 1947, o Exército Brasileiro enviava para ocupar prédio por aquela unidade deixado a 2º Companhia de Transmissões.

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.: 2º Companhia de Transmissões :.

(março de 1947 a dezembro de 1950)

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|||Segundo estudo genealógico realizado pelo Centro de Documentação do Exército (CDOCEx) relativo às origens do 2ª Companhia de Comunicações Leve (2º Cia Com L), chegamos a precisar o período de estadia da 2º Companhia de Transmissões (2º Cia Trns) em Itapetininga.

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Frente da sede da 2º Companhia de Transmissão do Exército Brasileiro

Fonte: Acervo Histórico do DER.2.

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|||Assim como o 5º BC, a 2º Cia Trns originou-se de outra unidade, mais especificamente da 1º Companhia de Transmissões do 1º Batalhão de Transmissões do Rio de Janeiro, RJ (1935).

|||Destacada desse batalhão em 1946, ela recebeu a denominação de 2º Cia Trns ainda no Rio de Janeiro e em março de 1947, ano que o 5º BC foi declarado sem efetivo, ela veio para Itapetininga, aqui ficando até 1950 quando foi transferida para Jundiaí, SP e de lá para Campinas, SP (1980) onde atualmente existe sob a denominação de 2ª Companhia de Comunicações Leve.

|||O redator do jornal FOLHA DE ITAPETININGA, o jornalista Carlos José de Oliveira prestou seu Serviço Militar na 2º Cia Trns em 1949 e não consegue esconder as saudades dos tempos intensamente vividos  nas dependências daquele prédio que somente dali a 10 anos, em 1959, iria se tornar a sede da DER.2..

|||A exemplo do 5º BC, a 2º Cia Trns também formou gerações de jovens itapetininganos que nesta unidade prestaram o Serviço Militar inicial para a reserva do Exército nacional.

|||As lembranças desses tempos são objeto de comemorações de quem os viveu até hoje.

|||De fato, todos os anos, o Sr. Carlos José de Oliveira e companheiros que serviram na 2º Cia Trns em Itapetininga, Jundiaí e Campinas se encontram nesta última cidade para participarem da cerimônia de incorporação dos novos soldados da 2ª Companhia de Comunicações Leve, bem com relembrar os velhos tempos de soldados de Rondon. Informações há de que até um livro está sendo escrito sobre esta histórica unidade.

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.: 2º Divisão Regional do Departamento de Estradas de Rodagem :.

(agosto de 1959 aos dias atuais)

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|||Com a transferência da 2º Cia Trns em 1950, o prédio do nº 196 da rua general Carneiro permaneceu desocupado por quase dez anos, até que a 15 de agosto de 1959 ele novamente ganhou vida.

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Placa da inauguração da 2º Divisão Regional do DER em 15 de Agosto de 1959

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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|||Esses quase 10 anos de inatividade cessaram quando o engenheiro Dr. José Sidney da Cunha, então diretor da 2º Divisão Regional do DER (DER.2). para ali recebeu a determinação de sediar a mesma, dado que até então ela existia em três diferentes localidades na cidade, nas ruas Quintino Bocaiúva, Pedro Marques e Silva Jardim.

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Vista aérea da 2º Divisão Regional do DER em 1970

Fonte: Livro "Itapetininga antiga em fotos" (2009) p.222

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|||Com a mudança em definitivo da DER.2 para o nº 196 da rua general Carneiro, chegamos ao fim de nossas pesquisas acerca do histórico desse prédio que inegável patrimônio histórico se tornou para a cidade de Itapetininga.

|||Com efeito, a história do DER.2. confunde-se com a história de nossa cidade e mesmo vários de seus ex-funcionários, entre eles, Osvaldo Raphael Santiago e Francisco Vieira Trindade, foram partícipes de movimentos revolucionários de grande impacto para o Brasil. O veterano Osvaldo, por exemplo, fora motorista particular do Dr. José Sidney da Cunha em inúmeras ocasiões.

|||Diante do que aqui foi exposto, temos no prédio do DER.2 não só um patrimônio físico, mas um registro indelével de importantes momento da história da Itapetininga e do país.

|||Iniciada a sua existência como casarão da família do coronel Fernando Prestes de Albuquerque, onde se formou a legendária COLUNA SUL que debelou os revoltosos de 1924, o prédio surgiu para se tornar a sede do inclito 7º Batalhão de Caçadores Paulistas da Força Pública do Estado de São Paulo, que nos tempos da Revolução Constitucionalista de 1932 foi aquartelamento de tropas do Exército Constitucionalista do Setor Sul, para daí, posteriormente servir o Exército Brasileiro sediando o 5º Batalhão de Caçadores (Infantaria) e a 2º Companhia de Transmissões (Comunicações), unidades que ali existiram e formaram gerações e gerações de jovens itapetininganos que não só se tornaram uma reserva cidadã e patriótica, como também souberam defender a honra de nosso país no teatro de operações da Itália durante a II Guerra Mundial.

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A 2º Divisão Regional do DER em Julho de 2011

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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.: O prédio da DER.2 nos 80 anos da Revolução de 32 :.|||

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|||Já em 31 de outubro de 2012, ano comemorativo do 80º aniversário da Revolução de 32, autoridades civis e militares estaduais estiveram na sede do prédio do DER.2 e proferiram discursos alusivos ao descerramento de placa alusiva à condição de aquartelamento de tropas de voluntários do Exército Constitucionalista do Setor Sul. O vídeo a seguir resgata a homenagem prestada a esse histórico prédio e o momento da inauguração da placa. A solenidade foi também notícia em jornal da cidade.

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Discursos alusivos a inauguração de placa na sede do DER.2

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.: O prédio da DER.2 nos 70 anos da partida dos pracinhas para a II Guerra Mundial :.|||

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|||Na data de 4 de julho de 2014, ano comemorativo do 70º aniversário da Revolução de 32, o presidente do Portal dos Ex-Combatentes de Itapetininga, o pracinha Victório Nalesso e representantes do Tiro de Guerra de Itapetininga estiveram na sede do prédio do DER.2 e proferiram discursos alusivos ao descerramento de placa alusiva à condição de Quartel General do 5° Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, unidade de onde pracinhas itapetininganos foram encaminhados para integrar a Força Expedicionária Brasileira que partícipe for da Segunda Guerra Mundial na Itália (1944-1945). O vídeo a seguir resgata a homenagem prestada a esse histórico prédio e o momento da inauguração da placa.

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Discurso do Pracinha Victório Nalesso na inauguração de placa na sede do DER.2

em 4 de julho de 2014

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.: Agradecimentos :.

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|||Além das pessoas que já agradecemos no corpo do texto que ora concluímos, há várias outras pessoas que foram igualmente decisivas na realização dessa pesquisa, cujos nomes é lícito que listemos a seguir.

|||De fato, encabeçando a lista encontra-se a pessoa do Sr. Edmundo José Vasques Nogueira, da Prefeitura Municipal de Itapetininga, cuja sugestão que nos deu de resgatar a história do 5º BC foi a feliz idéia que motivou todo o projeto de pesquisa sobre o prédio do DER.2 que aqui foi consignado e que, para a nossa surpresa, muito mais do que a história do 5º BC nos propiciou ao investigar a história de vida dessa lendária construção.

|||Seguem agora aqueles que abriram as portas de seus escritórios, no recesso de seus trabalhos, entre eles o  Ilmo. Sr. Alfredo Moreira de Souza Neto, Diretor da Regional DER.2 que gentilmente nos recebeu em seu gabinete e nos facultou a devida autorização para o levantamento de dados; a Srta Fabiana Maria Pontes Orsi, secretária da Direção Regional do DER.2, que desde o nosso primeiro contato ao telefone não poupou esforços em nos ajudar; o Sr. Wilson Rodrigues, funcionário com mais de 50 anos de serviços prestados ao DER.2 e que também nos forneceu detalhes por demais valiosos, bem como nos facultar acesso as diversas localidades do DER.2. para tirarmos algumas das fotos que este texto ilustram, em especial, o Sr. Manoel Henrique Santana, pessoa muito atenciosa, profissional de escol e historiador inconteste da Regional, o qual nos concedeu a gentileza de apresentar toda a extensão do prédio e suas diversas dependências, nos fornecendo nessa visita informações e esclarecimentos que contribuíram de maneira decisiva para a elaboração desse texto.

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O pesquisador e o Sr. Manoel Henrique Santana do DER.2

Fonte: Acervo MMDC Itapetininga

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|||Há ainda outros companheiros que silenciosamente prestaram colaborações acima de todo elogio, entre eles a professora Janaína de Oliveira Drawanz, pelo acervo fotográfico que ilustrou a pesquisa; ao amigo capitão PM Jair Francisco Gomes Junior, chefe da Seção de Comunicação Social do 22º BPM/I e ao companheiro Prof. Mário Celso Rabelo Orsi Júnior, presidente do Instituto Histórico Geográfico e  Genealógico de Itapetininga pelos esclarecimentos que ambos prestaram a respeito do 7º BCP;  aos estimados senhores capitão Alcemar Ferreira Júnior, historiador militar do Arquivo Histórico do Exército e Veterano Victório Nalesso, patrono do Portal dos Ex-Combatentes de Itapetininga, pelos esclarecimentos prestados a respeito do 5º BC; ao querido Sr. Carlos José de Oliveira, do Jornal Folha de Itapetininga, pelos esclarecimentos prestados a respeito da 2º Cia Trns; ao Centro de Documentação do Exército, pelos estudos genealógicos realizados e, por fim, aos funcionários da Regional DER.2 que nos receberam e abriram as portas de suas respectivas seções e repartições, muitas vezes com um receptivo sorriso no rosto acompanhado de um delicioso cafezinho. 

|||A todos vocês os nossos mais sinceros e efusivos agradecimentos por nos ter ajudado a resgatar importante fase histórica de Itapetininga consignada no prédio em que hoje ocupam e dedicam suas vidas profissionais às estradas de nosso grandioso Estado de São Paulo.

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Jefferson Biajone
Outubro de 2012

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.: Notícias recentes sobre o histórico do prédio do DER.2 :.

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||||Em 2 de junho de 2012, foi lançado o livro ITAPETININGA: HERÓIS FEITOS E INSTITUIÇÕES, publicado pela Gráfica Regional. O livro é composto de dez capítulos sendo um dos quais intitulado "Sede da 2º Divisão Regional do DER: casa de bravos, morada de heróis".

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