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|||Conforme vimos no texto alusivo ao veterano Francisco Fabiano Alves, Itapetininga era considerada um ponto de confluência estratégica no tocante à movimentação de tropas e população civil  na região sul do estado durante a Revolução de 32.

|||De fato, segundo o casal João Olympio e Teresa, em "Memórias de Itapetininga" (2008), o município "abrigava, como podia, soldados mutilados das trincheiras e famílias famintas que abandonavam tudo, espavoridas" (p.91).

|||Isto posto e em face da precariedade da cidade em receber o crescente número de combatentes feridos, a Irmã Columba Gierlich - então madre superiora do Colégio de freiras beneditinas Instituto Imaculada Conceição - ofertou as dependências daquele educandário religioso para sediar um hospital militar do Exército Constitucionalista.

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Instituto Imaculada Conceição na década de 30

Fonte: CD Coleção Souza Filho

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|||O governo do Estado aceita de imediato a proposta e encaminha para o colégio leitos, colchões, camas, roupas e remédios, bem como médicos civis e militares.

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Corpo Médico do Hospital "Imaculada Conceição"

Fonte: Revista dos 90 Anos do Instituto Imaculada Conceição (2010)

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|||Estamos em 22 de Agosto de 1932 quando a madre superiora determina que todos os cursos ali oferecidos fossem encerrados para que as salas de aula, transformadas em enfermarias, recebessem os primeiros soldados constitucionalistas feridos a 24 daquele mês .

|||O atendimento, efetivamente iniciado nessa data, contou com freiras do colégio e moças da cidade e região na condição de enfermeiras voluntárias.

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Enfermeiras e auxiliares do Hospital

Fonte: CD Coleção Souza Filho

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|||De 24 de agosto à 1º de outubro de 1932, o Hospital Militar "Imaculada Conceição" soube bem cumprir a missão de cuidar de soldados feridos e mutilados que ali receberam não só o restabelecimento de sua integridade física e mental, mas sobretudo espiritual, fosse no desvelo, atenção e aconselhamento propiciado pelas irmãs e pelos padres capelães.

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Padre Capelão, Irmãs e soldados internos no Colégio

Fonte: CD Coleção Souza Filho

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||||O impressionante número de 840 combatentes atendidos nos trinta e oito dias de funcionamento do Hospital "Imaculada Conceição" atesta o fato de que o trabalho ali desenvolvido foi sobremaneira vertiginoso.

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Detalhe de uma das enfermarias do Hospital

Fonte: Revista dos 90 Anos do Instituto Imaculada Conceição (2010)

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||||Em função desses números, não fica difícil imaginar quanta dor, desespero, sofrimento e angústia médicos, enfermeiras e auxiliares tomaram contato de seus pacientes ao longo do tumultuado exercício de suas respectivas funções.

||||O mesmo pode ser dito com relação à inúmeras histórias de audácia, coragem, heroísmo e sacrifício, mortes e tragédias que a experiência dos campos de batalha deixaram registradas para sempre nas retinas e nas memórias desses feridos sobreviventes. Quantas lágrimas estes leitos não acolheram?

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Pacientes, médicos, enfermeiras, auxiliares e familiares

Fonte: CD Coleção Souza Filho

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|||Com o término da revolução constitucionalista em outubro de 1932, o Hospital Imaculada Conceição encerrou as suas atividades e a 10 daquele mês reabriu suas portas como o Colégio Instituto Imaculada Conceição que até a presente data da elaboração deste texto vem colaborando para a formação de bons cristãos e honestos cidadãos que são o orgulho da cidade de Itapetininga.

|||Não obstante, o valor dos serviços prestados pelo Instituto à causa constitucionalista não deixaram de receber o devido reconhecimento.

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Medalha Comemorativa dos 30 anos da Revolução de 32

Fonte: http://www.emule.com.br/

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|||Segundo o professor Mário Celso Rabelo Orsi Júnior, historiador e presidente do Instituto Histórico Geográfico de Itapetininga e professor de História do Colégio, comissão de autoridades e veteranos enviada pelo Governo do Estado de São Paulo esteve no Instituto em 15 de maio de 1965 -  curiosamente trinta e dois anos depois da revolução de 32 - para prestar homenagem às irmãs que ali cuidaram dos combatentes feridos.

|||Esta homenagem, por sua vez, foi consignada na Medalha comemorativa de 30 anos da Revolução de 1932, da qual foram condecoradas as freiras beneditinas Columba Gierlich e Silvéria Spiess,  que na época do Hospital "Imaculada Conceição" foram, respectivamente, a madre superiora e uma das irmãs enfermeiras.

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.: O Colégio Imaculada nos 80 anos da Revolução de 32 :.

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|||Em 31 de outubro de 2012, ano comemorativo do 80º aniversário da Revolução de 32, foi realizada a concessão e inauguração de placas alusivas à condição de Hospital de Sangue, vivenciada pela instituição nos duros meses de julho a outubro de 1932, em reconhecimento aos relevantíssimos serviços humanitários prestados pelo Colégio, suas freiras beneditinas e, em especial, pelas irmãs Columba Gierlich e Silvéria Spiess, ambas falecidas, mas cuja memória de seus feitos humanitários, relembrados agora nessas placas, permanecerão para as gerações presentes e futuras de alunos e alunas daquele centenário educandário. O vídeo a seguir retrata o momento da inauguração das placas.

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Descerramento das placas no Colégio Imaculada Conceição

em 31 de outubro de 2012

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.: Homenagem da Câmara Municipal às Irmãs Enfermeiras de 32 :.

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|||Por iniciativa da vereadora Dra. Maria Lúcia Lopes da Fonseca Haidar, em 30 de outubro de 2014, a Câmara Municipal de Itapetininga aprovou projetos de sua autoria que concediam os nomes das irmãs Columba Gierlich e Silvéria Spiess à lougradouros no município. Para tanto, foram sancionadas as leis de n° 169/2014 e de n° 171/2014, respectivamente, as quais, além da concessão dos omes aos logradouros, apresentam também expressivo resgate das histórias de vida das homenageadas para as gerações presentes e futuras.

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.: Agradecimentos :.

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|||Quando em meados de Abril de 2011, tive a primeira a oportunidade de conhecer e conversar com as freiras beneditinas Terezinha e Cecília do Carmo, fato era de que eu não tinha real noção da importância que o Colégio teve para a Revolução de 1932, para as inúmeras gerações de alunos que nele estudaram e para o desenvolvimento da cidade de Itapetininga nos últimos 90 anos de sua existência.

|||O entusiasmo que senti ao ter acesso às fotos do Colégio Imaculada dos anos 30, dos soldados, médicos, enfermeiras e auxiliares aqui disponibilizadas - graças à gentil concessão feita pelas referidas irmãs - não foi menor do que senti ao ver o brilho nos olhos de entusiastas, conhecidos, admiradores, parentes e amigos dos bravos e do educandário neste portal retratados.

|||A todos, cujo apoio me foi imprescindível nessa caminhada de elaboração sobre o passado histórico do Instituto Imaculada Conceição, os meus mais sinceros agradecimentos!

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Jefferson Biajone
Outubro de 2012
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